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Em sintonia com as inovações da web
A moda on-line ganha cada vez mais espaço
Veja as estratégias de quatro empresas que aproveitam o bom momento da venda de roupas e acessórios pela internet
A cada dia que passa, as lojas virtuais estão faturando mais com a moda on-line. Confira alguns exemplos de sucesso:
Um meio que melhora a vida do lojista
O Superexclusivo inventou um canal para economizar e facilitar o trabalho dos compradores e lojistas. É uma loja virtual que vende, com belos descontos, roupas de coleções que saíram do foco. “O segredo é facilitar a vida do lojista. Somos um canal de vendas a mais”, explica Antonio Pulchinelli, 41 anos, sócio-diretor do site. Quando a loja vai trocar a coleção, o Superexclusivo seleciona peças e produz fotos com modelos. As ofertas de cada loja ficam quatro dias no ar; fechados os pedidos, o site faz a entrega das peças e fica com uma margem de lucro sobre as peças vendidas. “O lojista poderia fazer isso, mas é complicado, por isso oferecemos esse pacote de logística.” No ar desde 2007, o site tem hoje 700 fornecedores, 32 funcionários e atende a 1.000 pedidos por dia, em média. Segundo Pulchinelli, vender pela internet requer investimento constante, especialmente em marketing. “Em quatro anos, vamos gastar R$ 2,5 milhões em marketing e na produção”, afirma.
Uma loja nova no ar a cada dia
Com o aumento do estoque das marcas, o Brandsclub é um vitrine virtual de peças que não venderam como o esperado, mas ficam bem atraentes com descontos. Uma equipe comercial com 40 pessoas analisa, em um leque com 700 fornecedores, o que sobrou nas lojas, seleciona as peças mais promissoras e ajusta o preço para oferecê-las com desconto pela internet. “Muitos nos procuram para montarmos uma loja on-line sem eles assumirem essa dor de cabeça”, comenta Paulo Humberg, 43 anos, fundador e presidente do conselho da empresa, que trabalha com 700 marcas. O público-alvo do site são mulheres que têm entre 20 e 40 anos. “O retorno, em visitas, é muito grande”, afirma Humberg. “Para isso, todo dia tenho que ter uma loja completamente nova no ar.” O Brandsclub, que começou em 2009, quer faturar de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões em 2012.
Sapatos com quantidade e variedade
A tática da Dafiti para explorar o comércio eletrônico fashion foi dar um passo de cada vez. A empresa começou pelos calçados, em janeiro, e passou a vender roupas neste mês. “Optamos por essa estratégia porque a barreira de entrada no mercado de calçados é menor do que a do de roupas, além de ser mais simples montar um portfólio”, diz Phillip Povel, um dos sócios-fundadores. No primeiro semestre de vida, o site alcançou a marca de 200 mil visitantes únicos por dia. O trunfo para agradar às clientes foi o grande estoque, abrigado em um armazém em Jundiaí (SP). “Funciona porque temos variedade e quantidade para entregar rapidamente. Mas também é nosso maior risco”, afirma Povel. A empresa tem 170 funcionários, mas não revela quanto foi investido. “Nesse mercado, não dá para entrar de maneira pequena ou amadora, porque vamos competir com os grandes”, completa o sócio Thibaud Lecuyer.
Looks montados e compartilhados em rede
Na web, as mulheres não passam o seu tempo apenas comprando roupas. No site byMK elas passam um bom tempo escolhendo peças virtuais para montar um look. Depois, contam tudo para as amigas, que trazem outras, e outras, até que a rede some 6.300 amigos no Facebook e 600 mil usuários únicos por mês. “Aproveitamos a expansão das redes sociais para fazer um site em que o usuário gere conteúdo, e não apenas o consuma”, define Flávio Pripas, 34 anos, sócio da byMK. O armário virtual para montar os looks já tem 2 milhões de peças, a maioria trazida pelas internautas. “Já somos o terceiro maior site do país em moda e estilo”, diz Pripas. A byMK faturou R$ 500 mil em 2010, e o site chegou a 15 milhões de page views por mês – cada visita dura, em média, 30 minutos. O modelo de negócio é baseado em publicidade, de onde vem a receita. “Essa interação é poderosa para gerar vendas. Agora estamos estudando como a experiência de criar pode se conectar à de comprar”, afirma Pripas.
Fonte: www.revistapegn.globo.com
Postado por: Lohanna Alvarenga - 20/07/2011 17:00:00
